segunda-feira, 26 de abril de 2010

De bom humor, Muricy consolida um casamento que era ‘questão de tempo’

Apesar de novela, treinador diz que vinda para o Flu já ‘estava definida’. Ele elogia Conca, o Rio de Janeiro e já dirige equipe contra o Grêmio

Cahê Mota Rio de Janeiro

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A cara séria de sempre, mas com uma pitada de bom humor. Relaxado após dois meses descansando em seu sítio no interior de São Paulo, Muricy Ramalho chegou ao Fluminense nesta segunda-feira renovado e cheio de planos. Na apresentação oficial, em um hotel na Zona Sul do Rio de Janeiro, a imprensa saiu “intacta” e o torcedor, entusiasmado com o comandante tricampeão brasileiro.

Antes mesmo que os microfones fossem abertos, as palavras de boas-vindas ao Rio de Janeiro por parte dos jornalistas foram respondidas com sorrisos e uma lembrança:

- Já joguei aqui. Dei uns chutes no América (risos).

Anunciado como sonho de consumo pela cúpula tricolor, formada por pelo presidente Roberto Horcades, o vice de futebol, Alcides Antunes, e o manda-chuva do patrocinador, Celso Barros, Muricy admitiu que, apesar da demora para uma resposta definitiva, o acerto estava previsto desde quando ficou desempregado.

- Essa vinda estava definida, era questão de tempo.

Sem fazer valer o rótulo de linha dura, ele disse que não existe mais xerife no futebol e prometeu cobrar apenas questões básicas de profissionalismo. Com contrato assinado até o fim de 2010 e opção de renovação por mais dois, Muricy deu de ombros para a alta rotatividade recente no comando do Flu (seis técnicos desde janeiro de 2009) e mostrou autoconfiança:

- Não preciso de contrato longo para ficar seguro. Tenho a obrigação de mostrar trabalho.

Ivo Gonzalez/Globo

Muricy exibe a camisa da comissão técnica: treinador chegou ao Flu com tratamento de craque

Invicto há dois meses (desde que deixou o Palmeiras), como fez questão de se gabar em tom de brincadeira, o treinador respondeu pacientemente a todos os questionamentos. Falou sobre Conca, Cuca, Rio de Janeiro, Grêmio e não deixou de entoar seu principal lema ao garantir presença no gramado do Maracanã, quinta-feira, às 21h30m (de Brasília), contra os gaúchos, pelas quartas de final da Copa do Brasil.

- Seria mais fácil ir lá para cima (tribuna), ficar perto de vocês (jornalistas), mas não é correto. Tenho que trabalhar.

Confira toda a entrevista coletiva de Muricy Ramalho:

Primeiras palavras

Quero agradecer à direção do Fluminense. Fiquei muito honrado com o convite. Demorei um pouco para dar a resposta, precisava ser uma coisa mais tranquila. O clube tinha um grande treinador e precisávamos dar um pouco mais de tempo. Essa vinda estava definida, era questão de tempo. Estou muito feliz e vou dar o melhor para o clube estar sempre no lugar que merece: na ponta de cima da tabela.

Humor

Isso é uma curiosidade em todo lugar que eu vou, sempre falam a mesma coisa. Não concordo. Vocês vão me conhecer um pouco mais. Fora da coletiva eu sou melhor. É uma coisa que tenho de melhorar e alguns de vocês (jornalistas) também. Estou de bem com a vida, faz dois meses que estou invicto (risos). No sofá é muito fácil. O futebol já fazia falta no meu dia a dia.

Férias

Curti a família, fiquei perto dos amigos, sempre vendo futebol e observando o Fluminense com carinho. Era uma coisa que esperávamos.

Conca
Por três vezes tentei levar o Conca para o São Paulo e, infelizmente, nunca deu certo. Sempre quis esse jogador e agora está ao meu lado. É importante jogar com um cara que tem prazer de atuar, é um meia diferente, algo que está acabando. Era um jogador que faltava aos meus times.

Opção pelo Flu

O que mais pesou foi o pensamento da diretoria de fazer um clube forte e melhorar a estrutura. Foi o que me chamou a atenção. Tive consulta de outros times e o que me chamou a atenção foi o que a diretoria deseja para o futuro do Fluminense.

Rio de Janeiro

Eu morei um tempo no Rio, no Leblon, que é um lugar bom para morar. Tem restaurantes, teatro....A cidade é maravilhosa. Além do trabalho, a qualidade de vida é importante.

Futebol carioca

O último campeão brasileiro é do Rio. Não sei até onde isso (decadência do futebol carioca) é verdade. O Flamengo mostrou que não. Mas lógico que não podemos nos contentar com isso. É possível melhorar um time de futebol com estrutura. Tudo é fundamental: local para treinamento, alimentação... É preciso dar as coisas para poder cobrar de um jogador. Tem que ter bom CT, salários em dia...A função do técnico e da diretoria é essa.

Sétimo treinador do clube em pouco mais de um ano
Se isso me preocupasse, escolheria o contrato mais longo e mais seguro. Isso não me assusta. É preciso confiar no trabalho. Por isso assinei até o fim do ano. Para que todos saibam com quem vão trabalhar. Não preciso de contrato longo para ficar seguro. Tenho a obrigação de mostrar trabalho. O mais correto é permanecer por muito tempo. Estamos no Brasil e o futebol é assim. Se não ganhar, rasga tudo, joga tudo fora. É tudo bonitinho na hora de falar, mas tem que ganhar. Não tenho medo.

De olho no Grêmio

Tinha que ver o Gre-Nal, não Santos e Santo André, que não tinha nada a ver comigo. Não foi o primeiro jogo a que assisti do Grêmio. Preciso estar olhando sempre na frente. É um time que investiu demais. Morei em Porto Alegre, sei como eles pensam, e o foco é a Copa do Brasil. O Gaúchão é algo à parte, mas a Copa do Brasil é o principal objetivo e não podemos deixar de pensar nisso. Eles vão vir muito motivados após vencerem o maior rival da história.

Ausência de Conca na quinta-feira

O Fluminense tem um bom plantel, mostrou isso ano passado. Vou conversar com o treinador que dirigiu o último jogo para tirar informações. Vou ter dificuldades no começo, é natural, mas não vou inventar demais. Vou dar continuidade ao que o Cuca fez.

Estreia

Seria mais fácil ir lá para cima (tribuna), ficar perto de vocês (jornalistas), mas não é correto. Tenho que trabalhar.

Sonho de dirigir o Flamengo

O sonho era dirigir um grande clube. Estou no Fluminense e estou contente. O Fla-Flu vai ser mais um jogo importante na minha vida. Temos que ganhar, time grande tem que ganhar clássico.

Fracasso no Palmeiras

Sempre fui muito bem tratado no Palmeiras. Tínhamos um bom time, mas quando perdemos dois jogadores, perdemos o campeonato. A reposição não era parecida com o que saiu. No Brasileirão, se não tiver plantel, não chega. Por isso, o Palmeiras não ganhou.

Reforços e exigências

Muitas coisas foram faladas, mas ainda não conversamos sobre isso. Não acho justo ter um plantel e não conhecer. Preciso primeiro analisar o elenco e depois ver o que precisamos. Não fiz nenhum tipo de exigência.

Relação do elenco com Cuca

É sempre assim quando existe um trabalho como o Cuca teve. Isso é muito legal. Também tive isso na saída do Palmeiras. Faz parte do futebol. Espero ser bem recebido, como acho que vou ser. Vou trabalhar não só o atleta, mas também o homem. É importante deixar sempre alguma coisa para a vida do jogador.

Arrancada de 2009

Foi muito legal o que aconteceu ano passado, mas não é bom, né? Tem que brigar na parte de cima. No Brasileirão não se pode deixar para depois. Parece que são muitas partidas, mas não é assim. O que conta é título. É isso que marca na história de um clube.

Cobranças

Tem que ter disciplina, horário, todos são muito bem pagos para isso. Acham que há um xerife, mas isso não existe mais. São normas do clube que precisam ser cumpridas. Se o jogador está no Fluminense, tem que estar motivado todo dia, como estou agora.

Torcida

Sempre que enfrentei o Fluminense tive muita dificuldade (Pelo São Paulo, Muricy enfrentou os tricolores nas quartas de final da Libertadores de 2008. Pelo Palmeiras, perdeu por 1 a 0 no Maracanã em novembro de 2009). A torcida empurrou o tempo todo. E é isso que espero a partir de quinta-feira (contra o Grêmio). Espero que eles cantem e apoiem como sempre.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Indignação

'Estou arrependido', diz pedreiro preso por morte de jovens em Goiás

Ele disse que receberia R$ 5 mil para fotografar jovens e divulgar imagens.
Corpos das vítimas foram encontrados no fim de semana perto de Luziânia.

Do G1, em São Paulo

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Em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (12), na Secretaria de Segurança Pública de Goiás, o pedreiro Adimar Jesus confessou ter assassinado, a pauladas, seis jovens de Luziânia (GO), cidade que fica a 70 Km de Brasília.

"Estou arrependido", disse o pedreiro, que afirmou ainda ter mantido relações sexuais com duas das vítimas.

Para atrair os jovens, segundo Adimar Jesus, ele oferecia drogas. "A maioria deles tinha envolvimento com drogas, ou fumava ou vendia", disse o pedreiro.

Adimar disse ainda que ganharia dinheiro para fotografar os meninos e divulgar as imagens na internet. "Disseram que dava muito dinheiro. Me ofereceram R$ 5 mil", disse.

Ele afirmou que não programou os crimes. "Estou com medo de morrer. Acho que os presos podem me matar porque já fui ameaçado lá dentro", disse.

O pedreiro já havia sido condenado há 14 anos, por dois crimes de pedofilia, mas cumpriu apenas quatro. Foi solto em dezembro do ano passado, beneficiado pela progressão de pena, direito dado a presos que apresentam bom comportamento. Uma semana depois, fez a primeira vítima.

Entenda o caso

O mistério do desaparecimento dos seis jovens em Luziânia (GO) começou em 30 de dezembro. As vítimas eram todas do sexo masculino, com faixa etária entre 13 e 19 anos. Eles sumiram nas primeiras horas do dia e moravam no Parque Estrela Dalva.

O primeiro da série de jovens a sumir foi Diego Alves Rodrigues, 13 anos, em 30 de dezembro de 2009. Paulo Vitor de Azevedo Lima, 16 anos, não voltou para casa desde 4 de janeiro de 2010; George Rabelo dos Santos, 17 anos, desapareceu em 12 de janeiro; Divino Luiz Lopes, 16 anos, desapareceu em 13 de janeiro; Flávio Augusto Fernandes, 14 anos, sem paradeiro desde 18 de janeiro; e Márcio Luiz Souza Lopes, 19 anos, que desapareceu em 22 de janeiro.

Segundo a Polícia Civil, as vítimas não eram amigas, não frequentavam os mesmos lugares, não tinham passagem policial e tinham bom relacionamento familiar.

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Engenheiro da NASA trabalha em projeto de avião para uso pessoal

Parece que o pessoal da NASA cansou dos projetos espaciais e resolveu partir para algo comercialmente mais palpável. O engenheiro de aeronaves Mark Moore revelou detalhes do veículo voador elétrico de decolagem vertical no qual vem trabalhando.

O Puffin é um aviãozinho que não precisa de muito espaço para decolar, pois pode levantar voo e pousar em pé, como um helicóptero. Movido a eletricidade, é capaz de voar por 80 quilômetros a uma velocidade média de 241 km/h (e sem emissões de poluentes). Prático, não?

É claro que o projeto ainda está no plano das idéias, mas já esxiste até um vídeo explicativo mostrando como o aviãozinho do Mark funcionaria. Convenhamos que soltar um veículo desses no mercado à disposição de meros civis como nós seria um perigo. Os avisos nas ruas teriam que mudar para “Olhe para os dois lados e para cima antes de atravessar”. Multas? Teriam de ser aplicadas pela Força Aérea.

[DesignBoom]

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Mulher quase mata namorado sufocado com os seios

Claire

Um homem quase morreu sufocado entre os seios GGG da namorada durante uma relação sexual. Claire Smedley interrompeu o "intercurso amoroso" ao perceber que o amado estava muito parado. E estava mesmo: Steven não estava mais respirando!

Claire, de 27 anos, ocupa o segundo lugar no ranking dos maiores seios do Reino Unido - quase 13 quilos! Ela desabafou ao "News of the World".

"Ele começou a se descontrolar, mas achei que fosse por estar muito excitado. Então eu continuei. Poucos minutos depois percebi que ele tinha parado de se mexer", contou Claire.

Desesperada, a inglesa ligou para a emergência médica. Por sorte, Stven, também de 27 anos, voltou a respirar antes da chegada do socorro.

A relação não resistiu ao susto e, três meses após o "acidente", Claire e Steven se separaram.

Claire Smedley

De doer o coração

Chuvas no Rio

Bombeiros encontram o corpo da criança no Morro dos Prazeres

Menino é resgatado sem vida no Morro dos Prazeres. Foto: Wania Corredo

O menino Marcus Vinícius Vieira França da Matta, de 8 anos, que travou uma luta pela vida durante toda a terça-feira, no morro dos Prazeres, em Santa Tereza, foi encontrado sem vida por volta das 10h desta quarta-feira. O tenente-coronel Carlos Correa, comandante dos bombeiros, que esta à frente das buscas na favela, contou que o menino estava debaixo do corpo de sua tia, que, provalvelmente, tentava lhe proteger na hora do desalizamento.

Apesar de ter ficado soterrado desde as 8h de terça-feira, num vão em um dos cômodos do imóvel, Marcus respondia aos chamados dos bombeiros e de familiares (no vídeo, o tio da criança, o taxista Celso Vieira da Silva, conta sobre o deslizamento e moradora relata os momentos de pânico no Morro dos Prazeres, em Santa Tereza).

— Ele dizia o nome dele, quando os bombeiros perguntavam e pedia para tirá-lo logo — contou Celso, de 41 anos.

Às 18h50m de ontem, as equipes de resgate chegaram a tocar a mão do menino. Mas, o que parecia um final feliz, acabou em mais incerteza. A forte chuva provocou outro deslizamento, impedindo o resgate de Marcus Vinícius, que continuava sob os escombros. Os bombeiros decidiram interromper as buscas até a manhã desta quarta-feira.

Celso Vieira da Silva disse ainda que tentava, desde as 8h, resgatar Marcus e mais duas primas do menino, Ana de Souza, de 32 anos, e Gecilanda de Souza, de 44. Ele lembra que a família o levou para a casa atingida pela avalanche de terra, porque acreditava que o local fosse o mais seguro:

— Ele voltou do colégio e minha irmã mandou o Marcus de volta para a casa da minha tia, porque caiu um muro na nossa casa e estava perigoso.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Auxiliar de Bernardinho, Hélio Griner diz que gramado do Maracanã é só lama

Campo está castigado, e partida entre Fla e Universidad de Chile, nesta quarta-feira, pela Taça Libertadores da América, pode não acontecer

GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro


A partida entre Flamengo e Universidad de Chile, marcada para esta quarta-feira, no Maracanã, pela Taça Libertadores da América, pode não acontecer. Devido às fortes chuvas que castigam a cidade do Rio de Janeiro desde as 17 horas desta terça-feira transformaram o gramado do Maracanã em lamaçal. Quem garante é Hélio Griner, auxiliar técnico de Bernardinho, treinador do time de vôlei do Rio de Janeiro, que passou a noite ilhado no Ginásio do Maracanazinho:

- A visão que eu tive, de fora, da parte entre o Maracanãzinho e o Maracanã, que dá pra ver o campo, não é campo, é lama. Não sei nem se o Flamengo terá condições de jogar, a situação no Maracanã está complicada para ter jogo amanhã – afirma Griner, por telefone, ao programa 'Redação SporTV'.

A situação é crítica. Os vestiários do estádio se encontram alagados. Pórem, seis máquinas já estão trabalhando para tirar a água do "Maior do Mundo" e dar condições para o estádio receber o encontro pela Libertadores.

Pior chuva dos últimos 40 anos causa estragos e dezenas de mortes no Rio

Bairros ficaram ilhados e sem energia. Aulas foram suspensas.
Moradores relataram momentos de medo e perigo.

O Rio de Janeiro registrou volume de chuva recorde para um único dia - o maior em pelo menos 44 anos -, causando estragos, deslizamentos e 95 mortes em vários locais da região metropolitana desde a noite de segunda até a tarde desta terça-feira (6).

Confira as últimas informações no blog ao vivo

Veja a situação de transportes e serviços

Imagens da chuva na cidade


Assista a videos enviados ao RJTV


Veja frases sobre o caos

As Zonas Oeste e Norte foram as mais atingidas, especialmente as regiões perto do Centro da capital carioca - só na cidade do Rio, o número de mortes chega a 35.

Bairros ficaram ilhados e sem energia. Há ainda registros de grandes volumes de água em toda a cidade, segundo o Instituto de Geotécnica do Município do Rio de Janeiro (Georio). Em outros municípios da região metropolitana, como Duque de Caxias, também ocorreram estragos.

Temporal no Rio de Janeiro causa estragos dentro e fora do Maracanã

Muitos moradores relataram momentos de perigo e medo. "Agora depois da enchente eu passei na casa de cima. Se eu estivesse lá embaixo eu morreria, porque desta vez a água atingiu o teto", disse a técnica em enfermagem aposentada Dalmair dos Santos Lima, 70 anos, moradora de São Gonçalo.

Foto: Dalmair dos Santos/VC no G1

Volume recorde de chuva causou alagamentos (Foto: Dalmair dos Santos/VC no G1)

Pelo menos 200 pessoas foram resgatadas por técnicos da Defesa Civil na cidade do Rio de janeiro desde o início das chuvas até por volta de 13h desta terça. As encostas de todo o Rio correm risco de desabamento.

Chuva recorde

Institutos consultados pelo G1 apontam que o volume é o maior das últimas décadas. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os dados indicam que a quantidade foi a mais elevada desde 1962, há 48 anos, quando foi registrado o maior volume em único dia pela série histórica - a medição é feita desde 1917. Já segundo a prefeitura do Rio, o volume registrado bateu o das chuvas de 1966, há 44 anos, quando tempestades também causaram estragos no município.

O Instituto de Geotécnica do Município do Rio de Janeiro (Georio), que analisa os dados pluviométricos de 32 locais da cidade, destaca que, somente nos seis primeiros dias deste mês, já choveu na maioria das estações mais do que em todos os meses de abril desde o início da série histórica, de 1997.

Desabamento por conta das chuvas (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)

Dados do arquivo do Inmet em Brasília apontam que, no dia 16 de janeiro de 1962, quando fortes chuvas também causaram estragos no município, o volume havia sido de 167,4 milímetros em 24 horas - o Inmet mede os dados na capital carioca desde 1917.

O instituto ainda não tem dados das últimas 24 horas, porque, segundo Lúcio de Souza, meteorologista do instituto no Rio, os técnicos não conseguiram chegar ao trabalho nesta terça.

A estimativa de ser a maior chuva desde 1962 é feita com base nos dados do Georio, cujos dados também são utilizados por institutos como Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) e Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe).

"Infelizmente não temos informações das nossas estações nas últimas 24 horas, mas os dados prévios [do Georio] mostram que se trata de um recorde", comenta o meteorologista Luiz Cavalcante, do Inmet.

O Georio aponta que, nas últimas 24 horas encerradas 17h11 desta terça, a maioria das 32 estações de medição registraram chuvas acima de 167 milímetros.

Em Vidigal choveu 258 milímetros em 24 horas; na Rocinha choveu 299 milímetros; na Tijuca, 274 milímetros; e no Jardim Botânico, 296 milímetros - confira a situação em todas as estações .

Mais cedo, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse que o recorde era o de 1966, quando foram registrados 245 milímetros em 24 horas. Segundo ele, em 1988, quando houve outra grande enchente, foram 230 milímetros em 24 horas. Em 1996, 201 milímetros em 24 horas; e nesta chuva, 288 milímetros em 24 horas.

Em coletiva à imprensa, os dados foram atribuídos ao Alerta Rio. O instituto informou que começou sua medição em 1997, mas tem informações registradas sobre os episódios de chuva extrema.

Causas

De acordo com meteorologistas ouvidos pelo G1, as chuvas fortes que atingem o rio são "anormais" para a época causadas por dois fatores: o calor acumulado na atmosfera, uma vez que as temperaturas registradas na cidade foram muito elevadas no verão e uma frente fria que passou pela região.

Para Lúcio de Souza, do Inmet, a frente fria é a principal razão. Ele destacou que, embora com volume atípico de chuva, trata-se de uma situação normal para a época. "A condição da atmosfera, por causa da alta umidade em razão do verão, favoreceu."

Gustavo Escobar, do Inpe, chama, no entanto, a situação de "anômala". "A frente fria que chegou, combinada com atmosfera carregada de umidade e o calor dos últimos tempos, foi um gatilho para o temportal. A combinação provocou esse evento anômalo."

Técnico do Climatempo, Alexandre Nascimento disse que o forte calor dos primeiros meses do ano foi crucial para o forte temporal. "A média de temperatura em janeiro e fevereiro ficou acima dos 36º, de cinco a seis graus acima do normal. Caiu um pouco em março, com média de 33º, mas também acima do normal. A frente fria encontrou a atmosfera muito quente, úmida, e o volume de água foi uma resposta a todo esse calorão."

Aquecimento global?

Para o meteorologista Igor Oliveira, do Alerta Rio, ligado ao Georio, não é possível associar o fenômeno, que classificou de "atípico", com o aquecimento global, mas também não se pode descartar sua influência.

Para ele, abril deste ano vai ficar marcado. "As chuvas já estão acima do normal comparando com outros meses de abril, então mesmo que daqui para frente chova pouco, isso vai contribuir muito. A situação é anormal, embora haja uma explicação, que é a combinação da frente fria com a atmosfera quente e úmida. Muita gente gosta de dizer que é o aquecimento global, e essa é uma hipótese muito provável, mas não dá para saber, precisamos de estudos mais amplos."

Oliveira destacou que a maré alta na noite de segunda ajudou a favorecer os alagamentos na cidade do Rio.

Autoridades

O governador do Rio, Sérgio Cabral, destacou que a “grande causa” das mortes são as ocupações irregulares. “Entre os mortos, todos praticamente (estavam) em áreas de risco”, disse, em entrevista por telefone à Globo News, no começo da tarde desta terça-feira (6). “Pediria pelo amor de Deus que as pessoas que estão em áreas de risco saiam, procurem centros sociais”, completou.

O prefeito Eduardo Paes recomendou, durante a manhã, que a população não saísse de casa. A cidade ficou em estado de alerta máximo. "Nosso apelo é para que as pessoas permaneçam em casa, não saiam de casa, não levem seus filhos ao colégio”, disse Paes. A prefeitura determinou a suspensão das aulas.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Que absurdo!!

PRF registra 114 mortes nas estradas durante feriado de Páscoa

Minas Gerais foi estado com maior número de mortos e acidentes.
Mais de 1,4 mil pessoas ficaram feridas em 2.355 ocorrências.

Entre a 0h de quinta-feira (1º) e a meia-noite de domingo (4), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 114 mortes nas estradas federais. O número aumentou 34% em relação ao ano passado, quando foram registrados 85 óbitos.

Nesta Páscoa, mais de 1,4 mil pessoas ficaram feridas em 2.355 acidentes. Em relação a 2009, o número de acidentes aumentou 26%. Foram registradas, em 2009, 1.873 ocorrências.

O estado com o maior número de acidentes e mortos foi Minas Gerais , que mantém a tendência de 2009. Neste ano, foram registrados nas estradas federais mineiras 502 acidentes, contra 275 no ano passado. Morreram no estado, em 2010, 27 pessoas. Em 2009, foram 13 óbitos.

O dia mais violento do feriado, segundo a PRF, foi o domingo, quando foram registradas 42 mortes. As chuvas que atingiram grande parte do país e a imprudência dos motoristas complicaram a situação do trânsito.

Ao longo do feriado, a PRF realizou mais de 28 mil testes de embriaguez, que resultaram em 673 autuações e 337 prisões em flagrante.

Estados que registraram maior número de acidentes em rodovias federais na Páscoa
2010 2009
Minas Gerais 502 Minas Gerais 275
Paraná 254 Santa Catarina 264
Santa Catarina 253 Rio Grande do Sul 193
Rio Grande do Sul 193 São Paulo 138
São Paulo 173 Rio de Janeiro 131

Estados que registraram maior número de mortes em rodovias federais na Páscoa
2010 2009
Minas Gerais 27 Minas Gerais 13
Paraná 11 Bahia 9
Pernambuco 8 Goiás 8
Goiás 7 Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná 7
Rio Grande do Sul, Bahia e Ceará 6 Maranhão 5

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